Antes de mandar a propaganda eleitoral para a gráfica, candidatos e equipes de campanha precisam conferir uma série de informações obrigatórias. Um detalhe aparentemente simples, como esquecer a tiragem ou o CNPJ correto, pode gerar problemas para a campanha.
Com a aproximação das Eleições 2026, a produção de santinhos, folhetos, adesivos, cartazes e outros materiais de divulgação passa a exigir atenção redobrada.
Não basta criar uma peça visualmente bonita. A propaganda eleitoral impressa precisa observar requisitos de identificação e informações obrigatórias. Por isso, uma conferência antes de autorizar a impressão pode evitar erros e possíveis penalidades.
Checklist: o que conferir antes de liberar a arte?
Antes de dar o famoso “OK, pode rodar”, a equipe deve revisar pelo menos quatro informações:
- CNPJ do contratante;
- CNPJ da gráfica e tiragem;
- Nome do vice ou suplente, quando aplicável;
- Siglas do partido ou da coligação.
Essa conferência deve fazer parte do processo de aprovação de qualquer material que será encaminhado para impressão.
E o slogan da campanha?
O slogan também merece atenção.
A propaganda eleitoral deve ser produzida de acordo com as regras aplicáveis à comunicação eleitoral, incluindo a utilização da língua nacional no material de campanha.
Por isso, slogans e demais elementos textuais precisam ser revisados antes da produção gráfica.
Candidatos a cargos majoritários precisam ficar atentos ao vice ou suplente
Para candidatos que disputam cargos majoritários, como Presidente, Governador ou Senador, existe uma atenção adicional na composição da propaganda.
O material deve apresentar de forma clara e legível o nome do vice ou suplente, conforme a regra aplicável.
No material analisado, é destacado que o nome do vice/suplente não pode ser apresentado de forma inferior a 10% do tamanho do nome do titular.
Ou seja: não adianta colocar o nome do candidato principal em grande destaque e deixar o nome do vice ou suplente praticamente ilegível.
Todo material impresso precisa identificar a campanha
Outro ponto fundamental é a identificação partidária.
Santinhos, folhetos, adesivos, cartazes e outros materiais impressos devem apresentar de maneira clara as informações relacionadas à identificação da candidatura.
Quando houver federação ou coligação, também deve ser observada a identificação dos partidos integrantes, conforme indicado no material.
A regra tem uma finalidade importante: permitir que o eleitor saiba claramente quem está produzindo, contratando e divulgando aquela propaganda eleitoral.
Cuidado com a tiragem
Um dos pontos destacados no material é a necessidade de informar a tiragem exata, ou seja, a quantidade de exemplares produzidos.
No rodapé do material impresso devem constar informações como:
- CNPJ ou CPF do contratante, responsável pelo pagamento da impressão;
- CNPJ ou CPF da gráfica responsável pela confecção;
- Tiragem exata, correspondente à quantidade de exemplares impressos.
Esse detalhe não deve ser tratado como mero elemento gráfico. É uma informação que precisa ser conferida antes da impressão.
Esquecer a tiragem pode gerar problemas
Um erro simples na preparação da arte pode trazer consequências para a campanha.
O material alerta que esquecer informações obrigatórias, como a tiragem ou o CNPJ, pode resultar em medidas como apreensão do lote e multa para a campanha.
Por isso, a revisão da arte deve ocorrer antes do envio definitivo à gráfica.
Uma revisão de poucos minutos pode evitar problemas
Na prática, a equipe de comunicação pode estabelecer um procedimento simples: nenhuma peça impressa deve ser liberada sem passar por uma conferência final.
Checklist de aprovação
1. Dados do contratante
CNPJ ou CPF correto;
identificação de quem contratou a impressão.
2. Dados da gráfica
CNPJ ou CPF da gráfica;
identificação correta da empresa responsável pela impressão.
3. Tiragem
quantidade exata de exemplares;
conferência entre a quantidade informada na arte e o pedido realizado à gráfica.
4. Identificação eleitoral
nome do candidato;
partido ou partidos integrantes, quando aplicável;
vice ou suplente, quando necessário.
5. Texto e slogan
revisão ortográfica;
conferência das informações;
utilização da língua nacional.
Comunicação eleitoral também exige organização
A campanha eleitoral envolve muito mais do que criação de conteúdo e divulgação.
Existe também uma dimensão administrativa, documental e de conformidade que precisa acompanhar cada etapa da comunicação.
Uma peça pode estar visualmente perfeita e, ainda assim, apresentar um erro em uma informação obrigatória.
Por isso, o ideal é estabelecer um fluxo de aprovação:
Criação → revisão jurídica/eleitoral → conferência dos dados → aprovação → impressão → distribuição.
Esse procedimento reduz a possibilidade de que uma informação incorreta chegue à gráfica e seja reproduzida em milhares de exemplares.
Antes de mandar rodar, confira tudo
A principal recomendação é simples: não tenha pressa para liberar uma arte sem fazer a conferência final.
Antes de autorizar a impressão, verifique:
CNPJ do contratante + CNPJ da gráfica + tiragem + identificação partidária + vice/suplente + informações obrigatórias.
Uma pequena conferência pode evitar que um erro de produção se transforme em um problema maior para a campanha.
Na comunicação eleitoral, criatividade chama atenção. Mas conformidade evita problemas.
Observação: este conteúdo foi elaborado com base nas informações presentes no material enviado. Para decisões sobre cumprimento da legislação eleitoral, a campanha deve confirmar as regras vigentes e, quando necessário, contar com orientação jurídica especializada.
