Muitas vezes, debatemos sobre os desafios do empreendedorismo e a necessidade de qualificação profissional em ambientes acadêmicos ou corporativos fechados. No entanto, a verdadeira faísca da inovação costuma surgir quando derrubamos as barreiras entre o conhecimento teórico e a vivência prática do mercado.
Recentemente, tivemos a oportunidade de receber na sede da Associação Comercial e Empresarial de Santarém (Aces) um grupo de estudantes do programa Capacita Pará. O objetivo não foi apenas uma "visita técnica", mas sim um exercício de conexão de ecossistemas.
Por que isso é vital para a inovação?
Como alguém que respira o fomento de startups e o desenvolvimento tecnológico, vejo que o maior gargalo para novos talentos não é a falta de vontade, mas o "choque de realidade". Quando esses alunos muitos deles já profissionais buscando novos horizontes sentam-se à mesa com lideranças empresariais para discutir gestão estratégica e os desafios do setor produtivo no oeste do Pará, algo muda.A teoria se torna tática. O conceito de "gestão" deixa de ser um gráfico de livro e passa a ser o rosto de um empresário que lida com a volatilidade do mercado, a necessidade de digitalização e a busca por competitividade em uma região com potencial gigante, mas particularidades complexas.
O futuro é construído com diálogo
Para que Santarém e o Pará avancem na economia do conhecimento e na bioeconomia, essa troca é obrigatória. Não podemos ter universidades pensando de um lado e empresas operando de outro. Precisamos de pontes ou melhor, de fluxos contínuos de pessoas, ideias e soluções.
Parabéns aos estudantes que saíram da zona de conforto para entender onde a "mágica" acontece. A inovação não está apenas em softwares e patentes; ela está nas pessoas que decidem aprender, aplicar e transformar a realidade da nossa região.
Que este seja apenas um dos muitos encontros que moldarão o futuro do nosso ecossistema empresarial.
