Dos 50 “nãos” ao unicórnio: a história de quem não desistiu da própria empresa

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Em 2007, Tiago Dalvi tinha 21 anos e um sonho que cabia numa loja de artesanato num shopping de Curitiba.

O nome? Solidarium.
A promessa? Comissão limitada a 10%, propósito social, fair trade.
A realidade? Quase faliu no primeiro ano.

Tiago fez o que poucos têm coragem: pivotou. Virou distribuidora. Bateu na porta de gigantes como Walmart, Renner e Tok&Stok. Em seis meses, conseguiu reunião e contrato.

Mas o jogo ainda estava no começo.

☕ O dia em que o caixa ia zerar em uma semana

  • Janeiro de 2014. Sete anos depois daquela lojinha.
  • Tiago não recebia salário há meses. O caixa da empresa ia zerar em sete dias. Sete.
  • Foi quando Bedy Yang, da 500 Startups, fechou o cheque em uma semana. Salvador(a) à mesa.
  • Empresa salva. Mas o sonho, ainda não.
🚀 Nasce o Olist: uma loja dentro de todas as lojas

Em 2015, Tiago funda o Olist. O modelo: store in store.

Na prática? Um lojista entra no Mercado Livre, Amazon, Americanas e Magazine Luiza sem ter que navegar em 4 sistemas diferentes. O Olist vira a infraestrutura invisível por trás de quem quer vender em marketplace.

Parece óbvio hoje. Em 2015, era um tiro no escuro.

🥊 50 fundos. 50 “nãos”.

A virada de verdade exigiu algo que nenhum cheque pode comprar: resiliência.

Em 2019, antes do SoftBank topar a Série C de R$ 190 milhões, Tiago Dalvi falou com 50 fundos de investimento.

Cinquenta.

Imagina contar a mesma história, com o mesmo entusiasmo, ajustar o deck, tomar café, responder dúvidas, ouvir “não” — e no dia seguinte, recomeçar.

50 vezes.

Até que o “sim” veio. E depois outro. E outro.

  • Abril de 2021: R$ 310 milhões.

  • Oito meses depois: R$ 1 bilhão da Wellington Management.

  • Valuation: US$ 1,5 bilhão. Unicórnio.

🧩 Aquisições estratégicas (e um “banco invisível”)

Pelo caminho, o Olist foi além do software. Comprou Clickspace, PAX, Tiny e Vnda.

Em agosto de 2025, comprou a Flip, fintech que viraria o “banco invisível” das PMEs.

Por quê? Porque vender é só metade do caminho. Receber, gerir fluxo de caixa, crescer com crédito — isso também é operação.

E o Olist quer ser o sistema operacional do varejo digital brasileiro.

📊 Números que falam por si

Hoje, o Olist tem:

  • 50 mil lojistas ativos

  • R$ 60 bilhões processados por ano

  • Presença em 15 marketplaces

Tudo começou com uma loja de artesanato em Curitiba e um jovem que não sabia que levaria 50 nãos antes de construir um dos maiores ecossistemas de varejo do país.

💡 Quantos fundadores ouvem 50 “nãos” e continuam construindo a MESMA empresa?

Essa é a pergunta que fica.

Não é sobre ter ideia brilhante. É sobre não trocar de empresa a cada obstáculo. É insistir no propósito, pivotar no modelo, manter o norte.

Tiago Dalvi quase faliu, ficou sem salário, ouviu 50 fundos dizerem “não”, viu o caixa zerar… e ainda assim chamou o negócio de Solidarium, depois Olist, mas sempre o mesmo sonho: fazer pequeno negócio vender como grande.

Empreendedorismo não é sobre o cheque que você recebe. É sobre quantas vezes você pode ouvir ‘não’ e ainda assim levantar no dia seguinte para construir.”

Se você está no 5º, 15º ou 45º “não”... continue. A história do Olist não é sobre sorte. É sobre constância.

Gostou? Compartilhe com quem precisa lembrar que o “sim” às vezes mora do lado de dentro do 51º “não”. 

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