
A Bemobi, referência brasileira em soluções de pagamento digital e serviços recorrentes, anunciou uma mudança estratégica em sua estrutura organizacional. Leonardo Moreira Gomes assume o cargo de vice-presidente da recém-criada unidade de Marketplaces e Ecossistemas, marcando um movimento de expansão da companhia para o segmento B2B2B de Payment-as-a-Service (PaaS).
Aposta estratégica em infraestrutura white label
A criação desta nova frente de negócios reflete a ambição da Bemobi em atender grandes franqueadores, fabricantes, distribuidores e empresas de software vertical. A estratégia consiste em fornecer infraestrutura de pagamentos white label, permitindo que organizações que já possuem redes sólidas de parceiros possam oferecer serviços financeiros personalizados sem a necessidade de desenvolver tecnologia própria do zero.
Ao integrar essa especialização, a empresa busca replicar o sucesso de sua operação em serviços recorrentes, agora aplicada a novos mercados. A iniciativa é vista como uma nova avenida de crescimento, focada em capturar valor em ecossistemas que, embora movimentem grandes fluxos financeiros, ainda carecem de soluções dedicadas e integradas de pagamentos.
Sinergia após a aquisição da Paytime
O anúncio da nova vice-presidência ocorre em um momento de consolidação após a aquisição da Paytime. A fintech brasileira, especializada em Fintech-as-a-Service, traz para a Bemobi uma plataforma robusta que complementa a expertise em orquestração de pagamentos e Smart Checkout. A união das competências permite oferecer uma jornada completa que abrange desde a cobrança até a conciliação e sistemas antifraude.
De acordo com Leonardo Moreira Gomes, o potencial de mercado é expressivo. "Existe um volume significativo de valor ainda não capturado em ecossistemas que já movimentam grandes fluxos financeiros, mas operam sem uma infraestrutura dedicada de pagamentos", afirmou o executivo em nota oficial. A expectativa é que a combinação de escala e flexibilidade tecnológica acelere a adoção dessas soluções por grandes grupos corporativos.
Estrutura operacional e próximos passos
A Paytime, que possui uma base robusta composta por mais de 700 parceiros ativos e cerca de 300 mil estabelecimentos conectados, continuará operando sua unidade de SMBs de forma independente, mantendo sua marca e agilidade característica. Enquanto isso, a nova unidade corporativa liderada por Gomes será integrada diretamente à estrutura da Bemobi, focada em escalar a oferta para o mercado B2B2B.
Com um TPV (Volume Total de Pagamentos) médio anual de R$ 15 bilhões, a tecnologia da Paytime serve como um pilar fundamental para a nova estratégia. A movimentação reforça a tendência de consolidação no setor de pagamentos no Brasil, onde empresas buscam oferecer ecossistemas financeiros cada vez mais completos para seus clientes.
Para acompanhar as movimentações do mercado de tecnologia e os próximos passos da Bemobi, continue lendo o Daniel Nunes. Nosso compromisso é trazer análises aprofundadas, notícias atualizadas e o contexto necessário para que você entenda as transformações que moldam o cenário corporativo brasileiro.
Fonte: startups.com.br