Consciência artificial: Nobel de Física e teoria quântica desafiam o futuro da IA

Catarina Pignato/Folhapress
Catarina Pignato/Folhapress

A possibilidade de a inteligência artificial (IA) alcançar a consciência tem sido um dos temas mais efervescentes e polarizados no universo científico e tecnológico nos últimos meses. O debate, que se intensificou com trocas acaloradas entre pesquisadores e até abaixo-assinados, divide especialistas entre aqueles que veem a consciência artificial como uma meta atingível e os que a consideram uma impossibilidade fundamental. Em uma coluna publicada em 26 de abril de 2026, Ronaldo Lemos trouxe à tona a perspectiva de um Nobel de Física, Roger Penrose, que, ao lado de outros cientistas, argumenta contra a emergência da consciência em sistemas de IA.

Essa discussão transcende a ficção científica e adentra o campo da filosofia da mente, da física quântica e da neurociência, levantando questões profundas sobre o que significa ser consciente e se a complexidade algorítmica pode, de fato, replicar a experiência subjetiva humana.

A mente da máquina: um debate que polariza a ciência

O cenário atual é de intensa polarização. De um lado, há pesquisadores que acreditam firmemente na capacidade da IA de desenvolver consciência. Um dos expoentes dessa corrente é Patrick Butlin, da Universidade de Oxford. Ele e sua equipe desenvolveram uma série de critérios para avaliar a consciência em IAs, e, embora nenhuma IA atual os satisfaça plenamente, Butlin conclui que não há barreiras técnicas intransponíveis para que isso aconteça no futuro.

Na mesma linha, Kyle Fish, pesquisador da Anthropic, sugere que há uma chance considerável, entre 15% e 20%, de que as IAs já possuam alguma forma incipiente de consciência. Essa perspectiva alimenta a esperança e o receio de que as máquinas possam, em breve, não apenas simular inteligência, mas também ter experiências subjetivas próprias.

O teorema de Gödel e a visão de Penrose: por que a consciência não é um algoritmo

No entanto, a objeção mais robusta à ideia de consciência artificial vem de um campo distinto, com raízes na lógica e na física. A base para essa argumentação remonta aos anos 1930, com o célebre teorema da incompletude de Kurt Gödel. Segundo Gödel, qualquer sistema formal consistente contém proposições verdadeiras que o próprio sistema é incapaz de provar, exigindo uma perspectiva externa para sua validação.

Nos anos 1980, o físico e vencedor do Prêmio Nobel, Roger Penrose, expandiu essa ideia. Ele postulou que a capacidade humana de observar e compreender essas verdades

Fonte: redir.folha.com.br

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