Uma revolução na ciência francesa está a caminho. O CNRS (CNPq da França) anuncia que está rompendo contrato com importantes plataformas de publicações acadêmicas e que está abolindo a avaliação de seus pesquisadores com base nas métricas científicas tradicionais.
Isso não é pouco. Estamos falando do maior órgão de ciência básica da Europa, anunciando uma rebelião de grandes proporções com as métricas. O CNRS emprega mais de 30.000 pessoas, dentre 16 mil pesquisadores e 10 mil engenheiros.
CNRS (França) - maior órgão de ciência básica da Europa, com 30 mil profissionais:
- Cancelou assinatura do Scopus (2024) e Web of Science (2026)
- Reformulou avaliação de pesquisadores desde 2019
- Foco na qualidade científica, não em indicadores bibliométricos
Universidade de Utrecht (Holanda):
- Abandonou rankings internacionais THE em 2023
- Deixou de enviar dados para QS
- Prioriza colaboração e ciência aberta sobre competição
Tendências globais:
- China: doutorados sem tese, valorizando patentes e produtos práticos
- EUA: Academia de Ciências enfatiza transferência de conhecimento para indústria
O movimento é claro: a avaliação deve focar em resultados científicos e reconhecer a diversidade de atividades de pesquisa, não apenas indicadores bibliométricos e artigos em journals de prestígio.
E o Brasil? Como reagiremos a essas mudanças vindas da França, referência histórica para nossa academia?
