Fomento público pode ser um divisor de águas para startups de tecnologia. Mas não é solução mágica e definitivamente não é para todo mundo.
Antes de mergulhar em editais da FINEP, FAPESP ou BNDES, faça uma pausa. Responda três perguntas com honestidade brutal.
1. Qual é sua dor técnica real?
Fomento existe para resolver problemas de inovação e desenvolvimento tecnológico. Se sua maior necessidade agora é marketing, vendas ou capital de giro, você está olhando para o lugar errado.
Nesse caso, linhas de crédito tradicionais fazem mais sentido. Fomento é pra quem precisa construir tecnologia, não pra quem precisa vendê-la.
2. Quanto tempo de caixa você tem?
Seja realista: processos de fomento levam meses. Às vezes, mais de um ano entre aprovação e primeiro desembolso.
Se você tem menos de 3 meses de runway, fomento não é seu plano A. É arriscado demais contar com algo que pode não chegar a tempo. Busque alternativas mais rápidas primeiro.
3. Quem vai cuidar da papelada?
Editais exigem documentação técnica, prestação de contas rigorosa e acompanhamento constante. É trabalho de verdade.Se a resposta for "o founder vai dar um jeito", pare agora. Você vai se afogar em burocracia enquanto o negócio queima. Tenha alguém dedicado ou contrate apoio especializado.
O que isso significa?
Se você travou em qualquer uma dessas perguntas, não corra atrás de dinheiro ainda. Estruture seu plano primeiro.
Dinheiro sem estratégia só acelera o desastre.
Fomento público é uma ferramenta poderosa para quem está preparado. Para quem não está, é apenas uma distração cara.
Respondeu sim para as três perguntas? Então você está pronto. Precisa de ajuda para mapear os editais certos ou estruturar sua estratégia de captação? Vamos conversar.
