O que a Manus faz?
A empresa lançou seu primeiro agente generalista de IA este ano, capaz de executar tarefas complexas como pesquisa de mercado, programação e análise de dados. Diferente de chatbots que apenas conversam, a Manus pode avaliar candidatos a vagas de emprego armazenados em arquivos ZIP, processar os documentos, classificá-los por critérios definidos pelo usuário e gerar um relatório final tudo de forma autônoma.
A Meta fechou a aquisição da Manus, startup de agentes de IA com raízes chinesas e sede em Singapura, por mais de US$ 2 bilhões. O acordo foi fechado em apenas 10 dias.
Os números impressionam:
A startup atingiu US$ 100 milhões em receita anualizada apenas oito meses após o lançamento, com run rate de US$ 125 milhões. Processou mais de 147 trilhões de tokens e criou mais de 80 milhões de computadores virtuais este ano, servindo milhões de usuários globalmente via modelo de assinatura.
Por que isso importa?
Mark Zuckerberg fez da IA a prioridade máxima da empresa, investindo bilhões em pesquisadores, data centers e novos modelos. A Meta já tinha modelo forte (Llama) e distribuição massiva (bilhões de usuários). Faltava a camada de execução fazer a IA completar tarefas do início ao fim, sem que o usuário precise sair da conversa para outros apps.
A Manus seguirá operando seu serviço de assinatura sem interrupção, enquanto sua tecnologia será integrada aos produtos da Meta, incluindo Meta AI no WhatsApp, Instagram e Facebook.
O contexto geopolítico:
Todos os investidores chineses existentes foram comprados na aquisição da Meta, e a Manus descontinuará serviços e operações na China. A mudança ocorre em meio à disputa entre EUA e China por dominância em IA.
A aposta: 2026 será o ano em que agentes autônomos deixam de ser promessa e começam a executar processos reais nas empresas da análise de currículos à automação de workflows inteiros.
Qual tarefa da sua área você delegaria primeiro para um agente?